SOBA Factos: 100 T-shirts em 3 Horas

SOBA Factos: 100 T-shirts em 3 Horas

100t-shirts em 3 horas (1)

Antes da nossa primeira venda oficial, muito foi feito para que a marca tivesse o formato que tem. Enquanto Mirian, a co-fundadora da SOBA se ocupava com a parte mais técnica (designs, cores, etc), eu me ocupava a recrutar a equipa perfeita, vendendo a nossa visão e convencendo que era um barco que até podia ser incerto, mas valeria a pena. Depois de termos algumas pessoas na equipa (nomes, ‘porquês’, e ‘comos’, nos próximos artigos), estava tudo pronto para começarmos a trabalhar no plano de negócios. Foram 3 intensos meses de reunião em volta do plano de negócios, sem nenhum protótipo em mãos. As ideias fluíam em torno daquilo que devia ser a identidade, modo de operação, linguagem, e imagem da marca, pois nos queríamos certificar que daríamos o melhor para aqueles que fossem adquirir os nossos produtos. Quem seriam essas pessoas? Nossos amigos? Familiares? Bem, queríamos mais que isso, eventualmente.

Já após ter um plano a seguir, e os primeiros protótipos, conseguimos começar a nos focar em produzir as primeiras 100 T-shirts, e preparar uma (até então inocente) campanha de Marketing.

A informação sobre a primeira venda da nova marca, SOBA, foi espalhada usando e-mails, posts, tweets, e acima de tudo o infalível poder do “boca-a-boca”. Estava tudo apontado para o dia 25 de Outubro de 2014. Neste dia, naturalmente, as primeiras pessoas que se fizeram presentes no estabelecimento foram familiares. Brindamos aos presentes com um discurso e champanhe, e demos início às primeiras vendas. Para a nossa surpresa, as coisas começaram a aquecer com a presença de pessoas conhecidas mas inesperadas e logo a seguir pessoas desconhecidas. Foi definitivamente uma bênção ter aquelas pessoas lá, tecendo elogios interessantes sobre o produto que eles escolhiam.

Ao fim de 3 horas, estava tudo vazio, e é impossível esquecer da cena que se sucedeu. Um último cliente se fez presente e ao verificar que já não havia peças para comprar, ele se recusou sair dali sem um produto SOBA. “Eu vim de muito longe para voltar sem nada. Eu compro esta T-shirt que estás a vestir“, ele disse. Sorri, encarando aquilo como brincadeira, até perceber que ele estava mais que sério.

.Aquele dia serviu para nos certificar que devíamos continuar em frente. A equipa saiu de lá com o sentimento de missão cumprida, e assim demos início à SOBA, oficialmente.

Cláudio Kiala

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